Demerval Saviani, citado por LIBÂNEO, OLIVEIRA e
TOSCHI (2012), classifica as concepções de educação
em: teorias não críticas, teorias crítico-reprodutivistas e
teoria histórico-crítica. Pode ser considerada, entre outras, uma característica da teoria histórico-crítica:
A confere à educação o poder de ascensão social,
atribui à educação escolar o objetivo de formar indivíduos eficientes, para o aumento da produtividade
social, associado diretamente à meritocracia e a
capacidades de produção capitalistas.
B analisa que a educação caminha de maneira integrada ao que ocorre no mercado de trabalho, assim
a educação escolar reforça a dominação da classe
detentora dos meios de produção, reproduzindo a
sociedade de classes.
C entende-se que a educação caminha de maneira
autônoma em relação ao que ocorre na sociedade,
e assim a educação escolar apresenta-se como um
instrumento de superação da marginalidade e como
proponente da equalização social.
D considera que a educação vincula-se aos fatores socioeconômicos da sociedade capitalista, significando
que é determinada de forma relativa pela sociedade,
uma vez que também interfere nesta, podendo até
contribuir para a sua transformação.
E vê na educação um fator reforçador da discriminação
social, uma vez que é condicionada pela estrutura
socioeconômica da sociedade capitalista. Se esta é
excludente, a escola também o será, negando-se,
assim, a potencialidade transformadora da ação escolar.