“Muita gente no chamado mundo ocidental ou
metropolitano, bem como seus parceiros do Terceiro
Mundo ou das ex-colônias, concorda que a época do
grande imperialismo clássico, o qual atingiu seu clímax
na “era do império”, segundo a descrição de Eric
Hobsbawm, e terminou mais ou menos formal com o
desmantelamento das grandes estruturas coloniais após a
Segunda Guerra Mundial, continua a exercer, de uma ou
outra maneira, uma influência cultural considerável no
presente. Pelas mais variadas razões, sente-se uma nova
premência de entender o que permanece ou não
permanece do passado, e essa premência se introduz nas
percepções do presente e do futuro”
(SAID, E. Cultura e
Imperialismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p.
38”.