A Geografia era entendida como a parte terrestre da
ciência do cosmos, isto é, como uma espécie de síntese
de todos os conhecimentos relativos à Terra. Tal concepção transparece em sua definição do objeto geográfico,
que seria: “A contemplação da universalidade das coisas,
de tudo que coexiste no espaço concernente a substâncias e forças, da simultaneidade dos seres materiais
que coexistem na Terra”. Caberia ao estudo geográfico:
“reconhecer a unidade na imensa variedade dos fenômenos, descobrir, pelo livre exercício do pensamento e
combinando as observações, a constância dos fenômenos em meio a suas variações aparentes”. Desta forma, a
Geografia seria uma disciplina eminentemente sintética,
preocupada com a conexão entre os elementos, e buscando, através dessas conexões, a causalidade existente
na natureza.
(Antonio Carlos Robert Moraes,
Geografia: pequena história crítica,1985. Adaptado)
Esses princípios da ciência geográfica foram defendidos
e explicitados por