O tromboembolismo venoso (TEV) - trombo-embolismo pulmonar (TEP) e/ou trombose venosa profunda (TVP) - apresenta um alto índice de mortalidade, sendo gradualmente mais incidente conforme a idade e associada a inúmeros fatores de risco. Acerca do diagnóstico de TEV é correto afirmar, exceto:
A
a variação na acurácia diagnóstica do escore de Wells independe da população avaliada (em âmbito ambulatorial ou hospitalar), da extensão da TVP (proximal ou distal) e do grau de probabilidade (baixa, moderada ou alta).
B
o exame de escolha para indivíduos com suspeita de TEP após estratificação de risco clínico é a angiotomografia computadorizada, sendo que a positividade para TEP neste exame em pacientes com alta probabilidade clínica confirma o diagnóstico.
C
a presença de trombos móveis nas cavidades direitas, tronco e/ou ramos da artéria pulmonar representam um achado patognomônico de TEP durante o exame de ecocardiografia.
D
o exame de O-dímero é comumente utilizado na prática clínica embora apresente alta sensibilidade para o diagnóstico mas baixa especificidade, podendo estar aumentado nos casos de infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, quadros inflamatórios, câncer e gravidez.
E
o diagnóstico de TEP depende, além do quadro clínico e exame de O-dímero, de técnicas complementares como angiotomografia pulmonar, cintilografia com V/Q Spect e ecocardiograma.