“No século XVIII, a exploração do ouro e
diamantes determinou uma reorientação da política colonial. A Coroa portuguesa viu-se obrigada
a ampliar o controle e a fiscalização para evitar os
descaminhos do ouro, multiplicando os quadros
burocrático e policial, limitando a autonomia dos
poderes locais. De outro modo, embora a mão de
obra utilizada fosse ainda essencialmente escrava,
o trabalho livre encontrava melhores possibilidades nas zonas mineiras do que nas áreas onde prevalecia a economia agrária. A especialização das
áreas de mineração que tendiam a se dedicar quase
exclusivamente à indústria extrativa motivou o desenvolvimento das regiões periféricas, que passaram a cultivar gêneros de primeira necessidade e a
criar gado com o objetivo de abastecer as minas. O
mercado interno cresceu, estimulando o comércio
e a urbanização”.
(COSTA, E. V. da. Da monarquia à república:
momentos decisivos. 9. ed. São Paulo: Editora da
Unesp, 2010. p. 239-240).
Sobre a mineração na América portuguesa do século XVIII e sua relação com a mão de obra escrava, é possível afirmar apenas que: