Cabe ao assistente social a identificação daquilo que requer sua intervenção profissional, o reconhecimento de como o seu
trabalho irá responder às necessidades sociais que, transformadas em demandas, serão contempladas em sua atuação
profissional. Para Couto (2009), na formulação de projeto de trabalho profissional é necessário
A partir da compreensão de que sua atuação profissional é isenta de substância política e, ao ser formulado, deve indicar
como a necessidade da instituição será atendida, como as demandas da população serão contempladas e como será
exercido o controle sobre a população.
B desconsiderar os condicionantes colocados pela condição de trabalhador assalariado, o que é possível somente nos espaços públicos de atuação profissional, e desenvolver ações na defesa do projeto ético-político alternativo.
C explicitar com clareza um conhecimento pragmático, descritivo e que tenha foco nas condições individuais das famílias a
serem atendidas, considerando que as dificuldades de sobrevivência enfrentadas são consequência de um posicionamento individual do sujeito, de seus familiares e de seus grupos, que, por falta de capacitação ou sorte, vivenciam essa
realidade.
D estar atento para não cair em armadilhas da profissão e fugir do sentido teleológico, com a clareza de que é chamado para
prestar serviços que possam corroborar o status quo e, assim, contribuir com a melhoria das condições de vida de forma
harmônica, o que exige a reprodução do projeto institucional como seu projeto profissional.
E estabelecer a interconexão das particularidades que enfeixam a demanda a ser atendida com as determinações gerais
da sociedade, sem a qual o trabalho fica reduzido, perdendo a potencialidade de transformação, da qual deve ser portador.