No âmbito do Poder Judiciário, o Assistente Social, tanto na abordagem individual como na abordagem coletiva, faz uso de
instrumentos, de técnicas e de registros dos atendimentos. O uso, em especial, do relatório social tem como perspectiva
A estabelecer relação próxima com os indivíduos e grupos, identificar os comportamentos mais desviantes da ordem e dos
bons costumes e instrumentalizar um plano de condutas que corrija os comportamentos e previna novos desajustamentos.
B registrar o resultado de uma investigação rigorosa da realidade social vivida pelos sujeitos, desvelando a dimensão histórico-social que constrói as situações concretas atendidas no trabalho cotidiano, além de estimular a reflexão crítica a respeito dos
problemas e dilemas que vivenciam, para conhecer e estabelecer caminhos viáveis para o acesso a direitos.
C organizar conhecimentos sobre a condição de vida dos sujeitos para imprimir uma direção de poder, submetendo-se à
interpretação do juiz sobre o caso, pois, no contexto judicial, não é permitido divergir da autoridade composta pelos juízes
investidos de poder, pelo saber e pela estrutura institucional.
D organizar informações que venham a servir de provas para aplicação de punição a um suposto violador de direitos de uma
criança ou suposto autor de outros crimes, além de instruir processos judiciais, objetivando elucidar a visão da equipe
multidisciplinar.
E aprimorar a demanda investigativa, identificando os desajustamentos sociais e, com isso, prevenir atos infracionais que
mantenham os sujeitos submetidos à justiça por muito tempo, considerando que, para o caso de adolescentes, a medida
em meio fechado é a mais aplicada.