Estudos realizados nos últimos anos têm demonstrado
elevados índices de violência a idosos, entendidos sob
parâmetros demográficos, socioantropológicos e epidemiológicos. A visibilidade social desse grupo etário em
razão do crescimento quantitativo, a tendência de segregação do idoso por meio das tradicionais formas de discriminação e as violências contextualizadas pelo sistema
capitalista e pela teia das mediações intergeracionais são
os principais parâmetros de tais estudos. Porém, nada se
iguala aos abusos e negligências no interior dos próprios
lares, onde o choque de gerações, os problemas de espaço
físico e as dificuldades financeiras costumam se somar a
um imaginário social que considera a velhice como