Texto para a questão
METÁFORA
(SEVES, Giovana Franco. UNESP, 2010. Disponível em:
https://bit.ly/3dzQ6RP). Com adaptações.
A metáfora é vista por muitos, como afirmam Lakoff e
Johnson (1980), como um recurso poético, um ornamento
retórico, uma questão restrita à linguagem e uma questão
mais de palavras do que de pensamentos e ações. Mas,
mais do que isso, mostram os autores, a metáfora funciona
em nossa mente; ela rege o nosso pensamento, não sendo
apenas uma questão da linguagem.
A metáfora é o instrumento que possuímos para criar novo
conhecimento, para entender o mundo em que vivemos e
para compreender a nossa cultura.
A noção primeira de metáfora surgiu com Aristóteles, no
século IV a.C., em que foi definida como “a transposição do
nome de uma coisa para outra” (ARISTÓTELES, Arte poética,
XXI, 7, 332). Aristóteles assenta a existência de quatro tipos
de metáfora: do gênero para a espécie, da espécie para o
gênero, da espécie para a espécie e de analogia
(ARISTÓTELES, Arte poética, XXI, 7, 332).
Dentre esses tipos, pode-se notar casos que, atualmente,
são classificados como outras figuras de linguagem, como a
hipérbole e a sinédoque. Dentro da sua visão de metáfora,
Aristóteles considera a comparação direta (também
nomeada imagem) como uma metáfora, apontando haver
apenas uma pequena diferença entre as comparações
(ARISTÓTELES, Arte retórica, III, IV, 216).