Logo
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201829294

O tempo verbal predominante na crônica é o presente do indicativo, ...

📅 2023🏢 FUNDEP (Gestão de Concursos)🎯 Prefeitura de Lavras - MG📚 Língua Portuguesa
#Compreensão e Interpretação Textual#Morfologia Verbal#Flexão de Tempo Verbal#Flexão de Modo Verbal#Análise Textual

Esta questão foi aplicada no ano de 2023 pela banca FUNDEP (Gestão de Concursos) no concurso para Prefeitura de Lavras - MG. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Compreensão e Interpretação Textual, Morfologia Verbal, Flexão de Tempo Verbal, Flexão de Modo Verbal, Análise Textual.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 4 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941201829294
Ano: 2023Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos)Organização: Prefeitura de Lavras - MGDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Morfologia Verbal | Flexão de Tempo Verbal | Flexão de Modo Verbal | Análise Textual
Texto associado

INSTRUÇÃO: Leia a crônica de Fernando Sabino para responder à questão.

A última crônica

A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. [...] Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. [...] Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica. 

Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.

A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

 [...] Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”

[...] O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.

Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.


Fernando Sabino. In: Para gostar de ler. São Paulo: Ática,

1979-1980 (adaptado)

O tempo verbal predominante na crônica é o presente do indicativo, o qual aproxima os fatos do leitor. Outro recurso utilizado pelo narrador é a sequência de ações apresentadas de maneira rápida, sem pausas para reflexões.

O uso do presente do indicativo e a maneira como o narrador apresenta as ações possibilitam ao leitor, principalmente, 
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200467030Língua Portuguesa

A gramática que registra as unidades e as categorias linguísticas existentes em uma determinada variedade da língua em um dado momento de sua existênc...

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941200609309Língua Portuguesa

Releia o trecho a seguir. “[...] depois de falar por telefone com a chanceler (chefa de Governo) alemã, Angela Merkel.” O substantivo próprio destacad...

#Substantivos#Morfologia
Questão 457941200713420Língua Portuguesa

O acento indicativo de crase foi indevidamente empregado ou omitido em:

#Uso da Crase#Regência Verbal e Nominal#Sintaxe
Questão 457941201131167Língua Portuguesa

A relação de concordância (nominal ou verbal) está corretamente estabelecida na alternativa:

#Sintaxe#Concordância Verbal e Nominal
Questão 457941201586777Língua Portuguesa

A cartomante HAMLET observa a Horácio que há mais causas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita...

#Modalidades de Discurso#Análise Textual
Questão 457941202056334Língua Portuguesa

Analise as afirmativas a seguir. I. A partir da análise desse poema, pode-se inferir que o eu lírico tem marcas deixadas pela decepção amorosa. II. Em...

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Compreensão e Interpretação TextualQuestões do FUNDEP (Gestão de Concursos)