Leia o texto a seguir:
Ao lado de meu interesse por temas específicos e
variados, se criou para sempre um amplo interesse
metodológico — talvez relacionado ao meu antigo interesse por filosofia — que subjaz, meio obsessivamente,
a tudo o que escrevo. Quando decidi estudar feitiçaria,
não estava fundamentalmente interessado na perseguição às bruxas, mas o que me seduzia era abordar as
perguntas dos inquisidores de modo a poder escapar de
seu controle, o que, evidentemente, envolvia um problema metodológico.
(Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história –
Nove entrevistas. São Paulo: Editora UNESP, 2000. Adaptado)
O trecho, destacado da entrevista da autora Maria
Lúcia Garcia Pallares Burke com o historiador italiano
Carlo Ginzburg, discute uma metodologia de pesquisa
histórica relacionada à leitura dos documentos