“No decorrer dos séculos, tanto na literatura quanto em registos
históricos, as narrativas generalizam a participação do originário
como “índio”, colaborando para afirmar a sua nãocontemporaneidade, como se fossem um todo homogêneo, iguais
entre si e fazendo parte apenas do passado. As abordagens, feitas
a partir desses materiais, levaram a concluir que os Povos
Originários não fazem parte da sociedade e que essas relações só
se efetivaram na época da chegada dos colonizadores ao Brasil.
Diante dessas realidades, atualmente, a voz originária ecoa forte e
lúcida. E sua escrita torna-se a possibilidade de legitimação de sua
narrativa ancestral.”
(Boacé Uchô: a História está na trilha. Narrativas e memórias do povo Puri da Serra
da Mantiqueira. Rio de Janeiro: Pachamama, 2020, p. 23)
Tendo como referência o texto acima, é correto afirmar
que a escrita sobre os povos originários foi pautada por uma
narrativa de