Paciente, sexo masculino, 2 anos, é levado ao pronto-socorro pelos pais com relato de que ele começou a apresentar movimentos involuntários generalizados de braços e pernas há cerca de vinte minutos, associados à perda de consciência.
Segundo os pais, o menino estava brincando em casa quando, subitamente, começou a convulsionar. Eles negam febre ou
trauma prévio. Relatam apenas uma leve coriza e tosse nos últimos dois dias. Não há história de convulsões anteriores, e o
paciente não faz uso de medicações contínuas. A vacinação está atualizada para a idade. Os sinais vitais mostram: frequência
cardíaca de 140 bpm; saturação de oxigênio de 92% em ar ambiente; e glicemia capilar de 82 mg/dL. A equipe administra
uma dose inicial de midazolam intramuscular (0,2 mg/kg), seguida por uma segunda dose após cinco minutos devido à
persistência da crise. Mesmo após a segunda dose, os movimentos convulsivos permanecem. Após dez minutos do início do
manejo, o quadro clínico ainda é de estado de mal epiléptico, com persistência da atividade convulsiva. Considerando o
quadro clínico hipotético, qual a próxima conduta no caso do paciente?