Em relação às implicações da questão da variação
linguística para a prática pedagógica apresentadas nos
"Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto
ciclos do ensino fundamental: Língua portuguesa" é
INCORRETO afirmar que:
A Em uma sociedade como a brasileira, marcada por
intensa movimentação de pessoas e intercâmbio
cultural constante, o que se identifica é um intenso
fenômeno de mescla linguística, isto é, em um
mesmo espaço social convivem mescladas
diferentes variedades linguísticas, geralmente
associadas a diferentes valores sociais.
B A imagem de uma língua única, mais próxima da
modalidade escrita da linguagem, subjacente às
prescrições normativas da gramática escolar, dos
manuais e mesmo dos programas de difusão da
mídia sobre o que se deve e o que não se deve falar
e escrever, não se sustenta na análise empírica dos
usos da língua.
C Não existem variedades fixas: em um mesmo espaço
social convivem mescladas diferentes variedades
linguística, geralmente associadas a diferentes
valores sociais. O uso de uma ou outra forma de
expressão depende, sobretudo, de fatores
geográficos, socioeconômicos, de faixa etária, de
gênero (sexo), da relação estabelecida entre os
falantes e do contexto de fala.
D Embora no Brasil não haja relativa unidade
linguística e apenas uma língua nacional, notam-se
diferenças de pronúncia, de emprego de palavras, de
morfologia e de construções sintáticas, as quais
identificam os falantes de comunidades linguísticas
em diferentes regiões, mas não se multiplicam em
uma mesma comunidade de fala.
E A variação é constitutiva das línguas humanas,
ocorrendo em todos os níveis. Ela sempre existiu e
sempre existirá, independentemente de qualquer
ação normativa. Assim, quando se fala em Língua
Portuguesa está se falando de uma unidade que se
constitui de muitas variedades.