Logo
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201873625

O conto “Amor”, de Clarice Lispector, descreve um fato de uma pesso...

📅 2023🏢 Instituto Consulplan🎯 CORE-RO📚 Língua Portuguesa
#Compreensão e Interpretação Textual#Semântica Contextual#Análise Textual

Esta questão foi aplicada no ano de 2023 pela banca Instituto Consulplan no concurso para CORE-RO. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Compreensão e Interpretação Textual, Semântica Contextual, Análise Textual.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 4 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941201873625
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: CORE-RODisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Semântica Contextual | Análise Textual
Texto associado
Amor

     Um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação.
     Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava- -lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo, tranquilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida.
     Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as árvores que plantara riam dela. Quando nada mais precisava de sua força, inquietava-se. No entanto sentia-se mais sólida do que nunca, seu corpo engrossara um pouco e era de se ver o modo como cortava blusas para os meninos, a grande tesoura dando estalidos na fazenda. Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.
     No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha — com persistência, continuidade, alegria. O que sucedera a Ana antes de ter o lar estava para sempre fora de seu alcance: uma exaltação perturbada que tantas vezes se confundira com felicidade insuportável. Criara em troca algo enfim compreensível, uma vida de adulto. Assim ela o quisera e o escolhera.

(LISPECTOR, Clarice. Laços de Família. Editora Rocco. Rio de Janeiro, 1998. Adaptado.)
O conto “Amor”, de Clarice Lispector, descreve um fato de uma pessoa comum que, ante uma vivência costumeira, passa por uma epifania que a faz ponderar sobre si, bem como o universo que a envolve. Assinale a alternativa em que o termo sublinhado apresenta, de acordo com o contexto, a correspondência correta. 
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200325374Língua Portuguesa

O sinal de dois-pontos possui a função de marcar, dentro de uma construção textual, uma breve pausa no discurso de um texto, podendo exercer diversas ...

#Emprego dos Dois-Pontos#Pontuação
Questão 457941200623221Língua Portuguesa

A função sintática do sintagma destacado NÃO está corretamente identificada entre parênteses em:

#Termos Integrantes da Oração#Termos Integrantes: Predicativo do Sujeito e do Objeto#Sintaxe#Termos Essenciais da Oração
Questão 457941201373928Língua Portuguesa

Está de acordo com o último parágrafo transcrito o comentário:

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941201452321Língua Portuguesa

Em “Também faz parte do dia a dia de países ricos e é tolerada, em níveis diferentes, no mundo.” (4º§), a palavra destacada pode ser substituída, sem ...

#Semântica Contextual#Análise Textual
Questão 457941201819251Língua Portuguesa

A expressão assinalada na oração “Convites para festas e encontros viram alvo de desculpas.” (4º§) é classificada, sintaticamente, como:

#Análise Sintática#Sintaxe
Questão 457941201865690Língua Portuguesa

Conforme o texto de Antônio Candido, a literatura é uma manifestação universal em todas as culturas e sociedades. Em razão disso, assinale a alternati...

#Análise Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Compreensão e Interpretação TextualQuestões do Instituto Consulplan