Leia o texto a seguir.
O trabalho vem se tornando cada vez mais central na vida
das pessoas. Essa centralidade traz consequências
paradoxais para a integridade física, psíquica e social dos
trabalhadores. De um lado, o trabalho – como atividade
produtiva ontológica –, constituinte da identidade do
trabalhador, assume papel essencial para assegurar a
saúde. De outro, os contextos nos quais ele se insere
podem se caracterizar pela precariedade das condições
e pela falta de oportunidades de desenvolvimento
profissional, contribuindo para um possível adoecimento
dos trabalhadores. Tais consequências podem decorrer,
ao mesmo tempo, da ‘compulsão ao trabalho’ e do nãotrabalho representado no desemprego estrutural. Ambos
os contextos podem promover o adoecimento.
Especificamente, o emprego, contexto no qual o trabalho
se insere, pode ser, a tal ponto, contaminado por fatores
patogênicos, que levam gradativamente um coletivo de
trabalhadores a adquirirem doenças ocupacionais.
TAMAYO, A. et al. (Orgs.). Cultura e saúde nas organizações. São Paulo:
Artmed, 2004.
Diante da importância do trabalho na constituição humana,
como ele pode participar do processo de adoecimento do
trabalhador?