Em Viena, Stefan Zweig vibrou por ser parte de uma
multidão, enquanto Josef Redlich ficou impressionado de ver
trabalhadores se manifestando a favor da guerra contra a Sérvia
em 26 de julho [de 1914]. Na noite anterior, haviam ocorrido as
primeiras manifestações nacionalistas em Berlim. E. C. Powell,
um bancário de 17 anos de idade recordava ter voltado a
Londres, em 3 de agosto, depois de uma viagem aos Chilterns,
durante o feriado bancário, e ter encontrado a cidade “em um
estado de histeria. Uma vasta procissão ocupou a estrada de
um lado a outro, todos agitando bandeiras. Fomos todos levados
juntos, tomados pelo mesmo clima de histeria”.
(Adaptação de FERGUSON, Niall. O horror da guerra: uma provocativa análise da Primeira Guerra Mundial. São Paulo: Planeta, 2014, p. 287.)
Acerca do contexto histórico vivenciado pelas sociedades
europeias durante as primeiras décadas do século XX, uma
característica apresentada no texto pode ser evidenciada na: