Sobre as arritmias supraventriculares, vários ritmos resultam de focos
supraventriculares (em geral nos átrios). O Diagnóstico é realizado por ECG
(eletrocardiograma). Muitos dos pacientes são assintomáticos e não necessitam de
tratamento. Considerando o assunto de arritmias supraventriculares analise as alternativas
e assinale a incorreta.
A Taquicardia ectópica juncional (TEJ) é uma taquicardia supraventricular rara (< 1%) causada
por aumento do automatismo, automatismo anormal ou atividade desencadeada no nó
atrioventricular (AV), feixe de His ou tecido atrial adjacente; o automatismo pode ser congênito
(ocorre no útero ou nos primeiros 6 meses de vida), pós-operatório (em crianças após cirurgia
cardíaca próxima da junção) ou em adultos com isquemia miocárdica ou intoxicação por digoxina.
B Extrassístoles supraventriculares (ESSVs), ou contrações atriais prematuras (CAPs), são
impulsos episódicos comuns. Podem ocorrer em corações normais, com ou sem fatores
precipitantes (p. ex., cafeína, álcool ou pseudoefedrina), ou podem ser um sinal de doença
cardiopulmonar. São comuns em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
Podem, ocasionalmente, provocar palpitação.
C Os batimentos de escape atrial são batimentos atriais ectópicos que ocorrem após pausas
sinusais longas ou parada sinusal. Eles podem ser únicos ou múltiplos; batimentos de escape de
foco único podem produzir um ritmo contínuo (denominado ritmo atrial ectópico ou de escape). Em
geral, a frequência cardíaca é de 40 a 60 batimentos/minuto, a morfologia da onda P é tipicamente
diferente e o intervalo P-R é ligeiramente mais curto do que no ritmo sinusal.
D O tratamento crônico começa com adenosina IV (Intravascular), que pode interromper
taquicardias atriais devido às pós-despolarizações tardias (PDT) sensíveis à adenosina que
resultam de sobrecarga de cálcio intracelular (uma forma de atividade desencadeada) ou revelar o
mecanismo ao produzir bloqueio atrioventricular sem cessar a taquicardia. O tratamento crônico
inclui a interrupção do tratamento com digoxina quando essa é a causa. A frequência da resposta
ventricular pode ser reduzida com betabloqueador IM (Intramusular), verapamil IM (Intramuscular)
ou diltiazem IM (Intramuscular), embora isso muitas vezes não seja bem-sucedido.
E Batimentos de escape juncionais são batimentos ectópicos que surgem após longas pausas
sinusais ou parada sinusal quando não terminados por um batimento de escape atrial. A "junção"
inclui o nó atrioventricular (AV), o feixe de His e o tecido atrial adjacente que produzem batimentos
de escape que não podem ser mais especificamente localizados pelo ECG.