Todo ano a imprensa noticia com alarde casos
de uma misteriosa doença desencadeada
algumas semanas depois de vacinação e
que causa fraqueza progressiva ascendente,
podendo ser fatal. Sobre a doença em
questão e a abordagem pela imprensa leiga,
é correto afirmar que
A com as informações dadas no enunciado não é
possível concluir qual entidade clínica está sendo
mencionada e, portanto, a imprensa leiga ao fazer
esse tipo de pronunciamento pode convencer
milhares de pessoas a não se vacinarem contra
uma doença pelo risco de contrair outra.
B a imprensa infere erroneamente que esteja
divulgando casos de mielite transversa, ou
esclerose múltipla, doença grave, degenerativa e
sem cura. A doença não é causada pela vacina,
e sim por uma reação cruzada dos anticorpos
produzidos pela vacina e da placa motora dos
músculos e nervos.
C a imprensa está certa em alertar a população,
pois trata-se da Síndrome de Guillain-Barré,
uma doença irreversível,sem prevenção e que é
desencadeada por reações vacinais ou quadros
diarreicos.
D a imprensa informa de forma sensacionalista,
pois são raros os casos de pessoas vacinadas
que desenvolvem a Síndrome de Guillain-Barré,
que tende a ser autolimitada e pode evoluir sem
sequela se houver diagnóstico e tratamento
precoce com plasmaférese ou imunoglobulina.
E a imprensa está certa em alertar a população,
pois trata-se de novos surtos de Poliomielite
Aguda, uma doença que esteve erradicada do
país, mas há alguns anos tem se diagnosticado
novos casos, porém que só acometem população
não vacinada contra esse tipo específico de
vírus.