Em 1822, as elites optaram por um regime monárquico, mas, uma vez conquistada a independência, competiram com o imperador pelo controle da nação, cuja liderança assumiram em 1831, quando levaram d. Pedro I a abdicar. Nos anos que se seguiram, os grupos no poder sofreram a oposição de liberais radicais que se insurgiram em vários pontos do país. Ressentiam-se uns da excessiva centralização e pleiteavam um regime federativo; outros propunham a abolição gradual da escravidão, demandavam a nacionalização do comércio, chegando a sugerir a expropriação dos latifúndios improdutivos.
COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia à República: momentos decisivos. 8. ed. São Paulo: Editora da Unesp, 2007.
Considerando o texto como referência inicial, julgue (C ou E) item a seguir.
O sistema escravista constituiu a base social, econômica
e política do Segundo Reinado. A necessidade de sua
abolição esteve presente em diversas propostas e
movimentos políticos desde a formação do Estado
nacional. As propostas de abolição gradual pontuaram a
extensa luta abolicionista que chegou ao ápice em 13 de
maio de 1888. Não obstante, a suspensão do tráfico legal
de escravizados ocorreu, em grande medida, por pressões
externas. Internamente, políticos conservadores e
políticos liberais oscilaram em relação à manutenção do
sistema e à implementação de leis antiescravistas.