Após o golpe de 1964, um novo período econômico intensificou-se com construções de grandes obras que
se espalharam por todas as regiões do país, e no caminho desses projetos inúmeros povos com suas terras,
reconhecidas ou não, passaram a ser tratados como obstáculos para o desenvolvimento. [...] Para os governos da
ditadura, a realização das obras resolveria a questão indígena, integrando os povos à sociedade nacional. A
política integracionista via na conversão do indígena em trabalhador um processo considerado “civilizatório” nos
termos do regime. Em 1972, o superintendente da Funai na época, o general Ismarth de Araújo, explicou ao jornal
O Estado de S. Paulo que “índio integrado é aquele que se converte em mão de obra” e que essa integração se
daria de forma “lenta e harmoniosa”.
Disponível em: https://memoriasdaditadura.org.br/. Acesso em: 03 Jan. 2024.
Tomando como base o texto acima, entre as razões que explicam a degradação das condições de vida
dos povos indígenas durante o período da ditadura militar podemos incluir a