Leia o relato a seguir:
Pedro, com oito anos de idade, no 3º ano do Ensino Fundamental I,
apresentava-se como uma criança que tentava resolver a maioria
das situações conflituosas vividas com seus colegas na escola por
meio da agressão física. Por esse motivo, foi encaminhado
algumas vezes para a coordenação junto aos colegas envolvidos.
Nesses momentos, a coordenadora conversava sobre o ocorrido,
tentando encontrar os culpados pela briga, enfatizando quais
seriam as ações de um bom comportamento. Porém, tais
conversas pareciam não contribuir para que seu comportamento
mudasse.
A professora, por não notar avanços no comportamento de
Pedro, decidiu conversar com o garoto, perguntando-lhe por que
batia em seus colegas. O aluno respondeu-lhe que era porque seu
pai o mandava agir assim; afirmou, ainda, que ele lhe dizia que
nunca poderia aceitar ser o “bobão” da turma e que, para evitar
ser tratado dessa maneira, deveria agredir quando se sentisse
agredido.
A coordenadora, então, convidou os pais do aluno para uma
conversa. Mesmo após ouvir o relato de todos os fatos que
envolviam seu filho, ao final do encontro o pai não alterou seu
ponto de vista: reforçou seu posicionamento quanto à educação
de Pedro, demonstrando acreditar que agredindo fisicamente os
colegas, que o garoto conseguiria ser respeitado, e que o
conteúdo das orientações dirigidas ao filho não seria modificado.
Adaptado de VIDIGAL., S., M., P., OLIVEIRA, A., T. Resolução de Conflitos na Escola:
Um desafio para o educador. In: Nuances: estudos sobre Educação, Presidente
Prudente - SP, v. 24, n. 3, p. 227-228, set./dez. 2013.
Levando em conta as fases do desenvolvimento moral propostas
por Jean Piaget no processo de mediação de conflitos no espaço
escolar, assinale a afirmativa correta em relação a esse relato.