No artigo “Práticas pedagógicas e docência: um olhar a partir da epistemologia do conceito”, Maria Amélia Franco (2016) observa que se
podem adotar significados diversos para a prática pedagógica, dependendo da concepção teórica que orienta tal definição conceitual. Na
perspectiva da autora, é INCORRETO afirmar que a prática pedagógica
A relaciona-se à prática docente quando inserida na intencionalidade
prevista para sua ação, quando o professor sabe qual é o sentido
de sua aula em face da formação do aluno, sabe como sua aula
integra e expande a formação desse aluno, e tem a consciência do
significado da sua ação.
B organiza-se intencionalmente para atender a determinadas expectativas educacionais solicitadas/requeridas por uma dada comunidade social e enfrenta, em sua construção, um dilema essencial: sua
representatividade e seu valor advêm de pactos sociais, de negociações e deliberações com um coletivo.
C organiza-se e se desenvolve por adesão, por negociação, ou, ainda,
por imposição e, por isso, as formas de concretização das práticas
produziram faces diferentes para a perspectiva científica da Pedagogia.
D refere-se às práticas didáticas, destacando-se o processo de planejamento do ensino como definição das intencionalidades e de
objetivos específicos de aprendizagem que conduzam à efetividade
do ensino realizado.
E é carregada de intencionalidade, uma vez que o próprio sentido de
práxis se configura por meio do estabelecimento de uma intencionalidade, que dirige e dá sentido à ação, solicitando uma intervenção planejada e científica sobre o objeto, com vistas à transformação da realidade social.