A perspectiva do adoecimento crônico não aparece
como uma prerrogativa dos ciclos de vida a que pertencem
os adultos. A transição epidemiológica, fruto de inúmeros
fatores que resultam de alterações em indicadores sociais
e de saúde, contribui para o surgimento de uma “nova
pediatria”. Essa “nova pediatria” é formada pelo contingente de crianças e adolescentes com doenças crônicas
e dependentes de tecnologia, aquelas que vivem com
quadros neurológicos decorrentes de eventos perinatais e
o segmento que nasceu com síndromes genéticas variadas
e doenças raras.
A relação com este segmento provoca a necessidade de
ressignificação do cuidado de enfermagem, onde a cura
não é possível; e traz aos profissionais uma necessidade
de resiliência no momento da morte. Com base nesse pressuposto, a ferramenta que poderia ser trabalhada com os
profissionais de enfermagem, com o intuito de ressignificar
a perda e luto no ambiente pediátrico seria: