Leia o texto a seguir.
Ao usar a palavra “conhecimento” em termos gerais, considero
útil fazer uma distinção entre duas ideias: “conhecimento dos
poderosos” e “conhecimento poderoso”. O “conhecimento dos
poderosos” é definido por quem detém o conhecimento.
Historicamente e mesmo hoje em dia, quando pensamos na
distribuição do acesso à universidade, aqueles com maior poder
na sociedade são os que têm acesso a certos tipos de
conhecimento; é a esse que eu chamo de “conhecimento dos
poderosos” [...] No entanto, o fato de que parte do conhecimento
é o “conhecimento dos poderosos” ou conhecimento de alto
status, como já expressei (Young, 1971; 1998), não nos diz
nada sobre o conhecimento em si. Assim, precisamos de outro
conceito, no enfoque do currículo, que chamarei de
“conhecimento poderoso”. Esse conceito não se refere a quem
tem mais acesso ao conhecimento ou quem o legitima, embora
ambas sejam questões importantes, mas refere-se ao que o
conhecimento pode fazer, como, por exemplo, fornecer
explicações confiáveis ou novas formas de se pensar a respeito
do mundo.
YOUNG, Michael. Para que servem as escolas?
Revista Educação e Sociedade, Campinas, vol. 28, n. 101, p. 1287-1302,
set./dez. 2007.
Michael Young define o conjunto de conhecimentos do
currículo, ou que deveriam estar no currículo, como
“conhecimento poderoso”. A partir da explicação do autor,
é possível compreender que o conhecimento poderoso, na
atualidade, é cada vez mais