Entre os gregos antigos, eschole podia
significar um grupo de filósofos em torno de um
mestre ou uma tendência filosófica a perdurar por
algum tempo (JAPIASSÚ, 2001). Romanos,
indianos, chineses, bizantinos prosseguiram com
a ideia de reunir pessoas em torno de alguém
reconhecidamente qualificado para passar
conhecimentos. Depois, em latim, schola vai
evoluir de escola de filosofia para um sistema, um
curso, uma lição (FARIA, 1962). Na Europa do fim
da Baixa Idade Média, ela se expande como a
conhecemos hoje, enquanto espaço para a
realização do processo de ensino-aprendizagem.
No Brasil, ela chega como lugar por excelência
para transplantar a cultura intelectual europeia,
inserindo-se no processo de colonização latino-americana (TEIXEIRA, 1976), uma instituição
social com dificuldades para se tornar
democrática.
A escola democrática tem sido tema de estudos ao
longo do tempo e seu entendimento passa pelo
conceito de igualdade. Isto porque a escola, como
uma arena conflituosa, oscila entre democratizar
oportunidades e obedecer ao princípio de
igualdade; preparar os educandos para a vida em
sociedade num mundo interdependente e prepará-los para exercerem múltiplos papéis sociais;
conservar a herança sociocultural e educar para a
inovação; exercer o controle social e promover o
desenvolvimento pessoal (GOMES, Candido
Alberto 2005). O mencionado autor, GOMES, com
base em perspectivas filosóficas e sociológicas e,
tomando como referência inicial o relatório de
Coleman et al. (1966), EXPLICA, marque a opção
correta.