Assistentes sociais convivem cotidianamente com as consequências econômicas, políticas e culturais das transformações
agravadas pela crise, cujos impactos sobre a questão social em suas novas configurações e expressões se revelam nos
espaços institucionais de atuação. Portanto, se constitui como desafio profissional
A a necessidade de construir mediações políticas e ideológicas expressas, sobretudo, por ações de resistência e de alianças
estratégicas no jogo da política, em suas múltiplas dimensões, por dentro dos espaços institucionais e, especialmente, no
contexto das lutas sociais.
B atuar na melhoria imediata das condições de vida da população pobre, com o objetivo de controlar a pobreza e os
indivíduos, de forma a potencializar e legitimar a ação do Estado.
C atuar na perspectiva de despolitizar a organização e reivindicação dos movimentos sociais que se constituem como
espaços de interesses, muitas vezes, particulares de um grupo ou de partidos políticos.
D focalizar o seu trabalho na perspectiva do direito e da cidadania, resgatando a questão da meritocracia que deve ser
atribuída a cada cidadão, levando-se em consideração o princípio da equidade e não da igualdade.
E desenvolver estratégias que potencializem os “ativos” da população pobre, considerando que a responsabilidade da
pobreza tem relação com a “inatividade” dos indivíduos, sem considerar em sua ação profissional os fatores estruturais da
pobreza, que devem ser analisados por outras instâncias.