Das qualidades e efeitos morais da música, integrava-se na
concepção pitagórica da música como microcosmos, um sistema
de tons e ritmos regido pelas mesmas leis matemáticas que
operam no conjunto da criação visível e invisível. A música, nesta
concepção, não era apenas uma imagem passiva do sistema
ordenado do universo; era também uma força capaz de afetar o
universo — daí a atribuição dos milagres aos músicos lendários
da mitologia. Numa fase posterior, mais científica, passaram a
sublinhar-se os efeitos da música sobre a vontade e,
consequentemente, sobre o carácter e a conduta dos seres
humanos. O modo como a música agia sobre a vontade foi
explicado por Aristóteles através da doutrina da imitação.
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