Ícone Questionei
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201941088

Considerando os sentidos e a organização do texto CB3A1-I, julgue o item a seguir. Infere-se do texto que, no Brasil, o ...

1

457941201941088
Ano: 2023Banca: CESPE / CEBRASPEOrganização: CNMPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
Texto associado

Texto CB3A1-I


     Ao final do período de revoluções e guerras que caracterizaram a virada do século XVIII para o XIX, os recém-emancipados países da América e os antigos Estados europeus se viram diante da necessidade de criar estruturas de governo, marcando a transição do Antigo Regime ao constitucionalismo e do colonialismo à independência. Os arquitetos da nova ordem se inspiraram em fontes antigas e modernas: de Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) e Políbio (c.200 a.C. – c.118 a.C.) a John Locke (1632 – 1704) e Montesquieu (1689 – 1755). Um dos principais problemas com os quais lideranças e pensadores políticos se confrontaram estava materializado em uma passagem do poeta satírico romano Juvenal (c.55 – c.127), em que se lê: “Quis custodiet ipsos custodes?”, traduzida como “Quem vigia os vigias?” ou “Quem controla os controladores?”.

     “Uma coisa é teorizar sobre a separação em três poderes, como lemos em Montesquieu. Outra coisa é colocar em prática”, observa a historiadora Monica Duarte Dantas, do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. “Aí surgem os problemas, porque um poder pode tentar assumir as atribuições de outro. Não era possível antever todas as questões que iriam aparecer, até porque havia assuntos que diziam respeito a mais de um poder. Na prática, era preciso definir a quem competia o quê. Essas questões emergiram rapidamente nos séculos XVIII e XIX, quando se tentou colocar em prática a separação de poderes.”

    Alguém que acompanhasse os trabalhos de elaboração de textos constitucionais no início do século XIX não necessariamente apostaria que, ao final desse período, estaria consolidado um modelo de organização do Estado em que o poder se desdobraria em três partes: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, conforme apresentado pelo filósofo francês Montesquieu em O espírito das leis (1748). Havia projetos com quatro, cinco ou até mais poderes. Na França, o filósofo político franco-suíço Benjamin Constant (1767 – 1830) imaginou meia dezena: o Judiciário, o Executivo, dois poderes representativos, correspondentes ao Legislativo — o da opinião (Câmara Baixa) e o da tradição (Câmara Alta) —, e um poder “neutro”, exercido pelo monarca. O revolucionário venezuelano Simon Bolívar (1783 – 1830) chegou a formular a ideia, em 1819, de um “poder moral” que deveria cuidar, sobretudo, de educação.

    As mesmas preocupações estavam na cabeça dos deputados na primeira Assembleia Constituinte do Brasil, em 1823. Até que, em novembro, o conflito de poderes se concretizou: tropas enviadas pelo imperador Dom Pedro I (1789 – 1834) dissolveram a assembleia. Em março do ano seguinte, quando o imperador outorgou a primeira Constituição brasileira, ela se afastava pouco do projeto elaborado em 1823, mas continha uma diferença crucial: os poderes eram quatro e incluíam um Moderador.

     Entretanto, só em dois países esse quarto poder chegou a ser formalmente inscrito no texto constitucional, como uma instituição em separado. O Brasil, com o título 5.º da Constituição de 1824, e Portugal, em 1826, com a Carta Constitucional outorgada também por Dom Pedro — em Portugal, IV, e não I —, no breve período de seis dias em que acumulou a coroa de ambos os países. As funções do Poder Moderador, tanto na doutrina de Constant quanto na Constituição brasileira, guardam semelhanças com algumas das funções que hoje cabem às cortes supremas — no Brasil, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de garantir que a atuação dos poderes, seja na formulação de leis, seja na administração pública ou no julgamento de casos, não se choque com as normas constitucionais.

Diego Viana. Experimentação constitucional fomentou criação de Poder Moderador.

In: Revista Pesquisa FAPESP, ago./2022 (com adaptações). 


Considerando os sentidos e a organização do texto CB3A1-I, julgue o item a seguir. 


Infere-se do texto que, no Brasil, o Poder Moderador, criado pela Constituição de 1824, tinha características que podem ser vinculadas à ideia do poeta romano Juvenal, citada no primeiro parágrafo.

Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200252635Língua Portuguesa

Em relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1-II, julgue o item seguinte. No início do último período do segundo parágrafo, o vocábulo “como” intr...

#Sintaxe#Análise Sintática
Questão 457941200374938Língua Portuguesa

Cada um do item seguinte apresenta um fragmento de correspondência oficial, seguido de uma proposta de classificação (entre parênteses) desse fragment...

#Análise Textual
Questão 457941200848403Língua Portuguesa

No que se refere às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.O terceiro parágrafo do texto apr...

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941201082569Língua Portuguesa

No excerto entre parênteses (L.5-8), em que predomina a função poética da linguagem, é exemplo de construção sintática típica da linguagem coloquial: ...

#Análise Textual#Funções da Linguagem
Questão 457941201598483Língua Portuguesa

Julgue o item a seguir, referente a aspectos gramaticais do texto CB1A1-II.No segundo período do primeiro parágrafo, a substituição de “havia” por exi...

#Sintaxe
Questão 457941201635356Língua Portuguesa

Julgue o item subsequente, em relação a estruturas linguísticas do texto CB2A1.Tanto a forma “assobiava”, empregada no último parágrafo do texto, quan...

#Ortografia
Questão 457941201640102Língua Portuguesa

No que se refere a aspectos linguísticos do texto 1A1-I, assinale a opção correta.

#Flexão de Modo Verbal#Flexão de Número Verbal#Concordância Verbal e Nominal#Emprego da Vírgula#Sintaxe#Ortografia#Pontuação#Uso da Crase#Flexão de Tempo Verbal#Acentuação Gráfica: Tipos de Palavras#Morfologia Verbal
Questão 457941201728316Língua Portuguesa

O objetivo principal do texto CG2A1 é

#Análise Textual
Questão 457941201868480Língua Portuguesa

A respeito dos sentidos e dos aspectos tipológicos e coesivos do texto CB1A1-I, julgue o próximo item.O texto é predominantemente descritivo, pois des...

#Tipos Textuais#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941202056242Língua Portuguesa

Depreende-se do texto 1A1-I que um dos motivos que levou à escrita desse livro foi o fato de que

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Compreensão e Interpretação TextualQuestões do CESPE / CEBRASPE