O texto abaixo apresenta uma posição do
professor e filósofo Sílvio Gallo sobre o ensino de
filosofia:
“
(...) me parece que o desafio que está posto para
nós, ao ensinar filosofia, é ensinar filosofia como um
convite para que cada um dos nossos estudantes
façam eles próprios no seu pensamento a sua
experiência de pensamento, mas, uma experiência
de pensamento que eles jamais poderiam fazer
sozinhos. Eles só vão poder fazer se tiverem a
oportunidade de uma ou duas horas por semana,
em sala de aula, na escola, estar com um professor filósofo e que, portanto, experimenta a filosofia
como atividade e que convide os estudantes a fazerem essa atividade com ele. Vejam que o que
eu estou falando aqui não se trata de uma filosofia
que pode ser aprendida exclusivamente nos livros,
mas é uma filosofia que só pode ser aprendida por
essa frequentação e é essa filosofia que do meu
ponto de vista faz sentido estar na sala de aula,
não como uma filosofia que simplesmente indique
fórmulas que vão ser memorizadas pelos alunos,
mas, uma filosofia que convide a pensar junto, que
convide a fazer junto. E repito, esse pensar junto
e esse fazer junto, pode ter como intervenção
fundamental o texto de filosofia através do qual
nós podemos acompanhar o movimento dos
pensamentos dos filósofos e, ao acompanhar
esse movimento, fazer o nosso próprio movimento
de pensamento no nosso pensamento, com
criatividade, com competência e com qualidade”.
(GALLO, Sílvio. O ensino de filosofia. Revista Trilhas
Filosóficas. Ano 9. Nº 2. Jul-dez. Caicó, 2016. p. 28.)
Analisando o que apresenta Sílvio Gallo, no trecho
acima, podemos AFIRMAR que: