Gramsci afirma que a sociedade civil não mais compreende o
conjunto das relações materiais de produção mas todo o conjunto
da vida espiritual e intelectual. Além de ser o primeiro teórico a
perceber o lugar, por excelência, da organização da cultura,
Gramsci vê a sociedade civil como uma das esferas do Estado em
seu sentido ampliado, onde o que importa não é a ruptura, mas a
complementaridade na qual se desenvolvem conflitos e lutas
políticas de várias ordens entre as forças que lutam pela conquista
de poder.
Em suma, para Gramsci, a sociedade civil é