Leia o texto a seguir, intitulado “A Rendeira”, de
autoria do poeta cearense Adriano Espínola (1952):
1 Na teia da manhã que se desvela,
a rendeira compõe seu labirinto;
movendo sem saber e por instinto
a rede dos instantes numa tela.
5 Ponto a ponto, paciente, tenta ela
traçar no branco linho mais distinto
a trama de um desenho tão sucinto
a jornada humana se revela.
Em frente, o mar desfia a eternidade,
10 noutra tela de espuma e esquecimento,
enquanto, entrelaçado, o pensamento
costura sobre o sonho a realidade.
Em que perdida tela mais extrema
foi tecida a rendeira e este poema?...
Sobre aspectos linguísticos e de interpretação do
texto, podemos afirmar que:
I. “Enquanto” (verso 11), por ser conjunção
adversativa, expressa enunciados que contrastam
entre si.
II. O vocábulo “sucinto” (verso 7) significa dilatado, com
grandes dimensões.
III. O tecer da rendeira sugere os acontecimentos da
vida e do mundo.
IV. “Labirinto” (verso 2) é uma metáfora para as
múltiplas atividades humanas.
V. O mar se opõe à existência humana, pois esta, ao
contrário daquele, é efêmera.
Assinale a alternativa CORRETA: