Comecemos, pois, por frisar que está
na natureza dessas coisas o serem destruídas
pela falta e pelo excesso, como se observa no
referente à força e à saúde [...]. Tanto a deficiência
como o excesso de exercício destroem a força;
e, da mesma forma, o alimento ou a bebida que
ultrapassem determinados limites, tanto para mais
como para menos, destroem a saúde ao passo
que, sendo tomadas nas devidas proporções, a
produzem, aumentam e preservam.
(ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Nova
Cultural, 1991, p.68. Coleção Os Pensadores)
No trecho, o filósofo inicia – pelo recurso da
analogia com o que se percebe quanto à saúde
e à força – assinale a apresentação de um dos
aspectos relevantes na caracterização da virtude: