Na busca por atender às demandas da sociedade contemporânea para a formação de adolescentes e jovens, há
a preocupação de não caracterizá-los como grupos homogêneos, nem conceber a ―juventude‖ como mero rito de
passagem da infância à maturidade. Ao contrário, como explicita a BNCC, é fundamental:
A Considerar a juventude como homogênea implica organizar uma escola que os acolha como iguais,
promovendo, de modo intencional e permanente, o respeito à pessoa humana e aos seus direitos.
B Considerar que, para formar jovens como sujeitos críticos, criativos, autônomos e responsáveis, as escolas
não precisam, necessariamente, proporcionar experiências e processos que lhes garantam as
aprendizagens necessárias para a leitura da realidade, o enfrentamento dos novos desafios da
contemporaneidade (sociais, econômicos e ambientais) e para a tomada de decisões éticas e
fundamentadas.
C Reconhecer a juventude como condição sócio-histórico-cultural de uma categoria de sujeitos que necessita
ser considerada em suas múltiplas dimensões, com especificidades próprias que não estão restritas às
dimensões biológica e etária, mas que se encontram articuladas com uma multiplicidade de
atravessamentos sociais e culturais, produzindo múltiplas culturas juvenis.
D Negar aos estudantes condições de serem protagonistas de seu próprio processo de escolarização, assim
como não os reconhecer como interlocutores legítimos sobre currículo, ensino e aprendizagem.
E Desconsiderar a singularidade das culturas juvenis, não compreendê-las como diversas e dinâmicas, como
também não reconhecer os jovens como participantes ativos das sociedades nas quais estão inseridos.