“As histórias importam. Muitas histórias importam. As histórias
foram usadas para espoliar e caluniar, mas também podem ser
usadas para empoderar e humanizar. Elas podem despedaçar a
dignidade de um povo, mas também podem reparar essa
dignidade despedaçada.
A escritora americana Alice Walker escreveu sobre seus parentes
do sul que haviam se mudado para o norte quando apresentou a
eles um livro sobre a vida que haviam deixado para trás: ‘ficaram
sentados, lendo eles próprios o livro, me ouvindo ler o livro, e uma
espécie de paraíso foi reavido’.
Eu gostaria de terminar com esta ideia: quando rejeitamos a
história única, quando percebemos que nunca existe uma história
única sobre o lugar nenhum, reavemos uma espécie de paraíso.”
(ADICHIE, Chimamanda, Ngozi. O perigo da História única. São Paulo: Companhia das
Letras, 2009. p. 32-33)
Com base no texto, a autora propõe um tipo de história que se
fundamente no respeito