Um processo de granulação farmacêutica tem por
objetivo conferir à mistura de pós-propriedades reológicas
adequadas para a obtenção da forma farmacêutica de
acordo com as especificações de atributos de qualidade
delineados previamente. Sobre os processos de granulação, é INCORRETO afirmar que:
A para fármacos de baixa dosagem, a granulação por via
úmida pode ser uma estratégia eficaz para promover a
homogeneidade de conteúdo da mistura final. Quando
um insumo farmacêutico ativo é aplicado na forma da
solução ou de suspensão granulante, sua adesão aos
demais componentes da formulação é favorecida.
B o processo de granulação a quente envolve a fusão e a
mistura do insumo farmacêutico ativo com excipientes,
via de regra polímeros e plastificantes, aplicando forças
de cisalhamento por meio de roscas que deslocam a
mistura e a homogeneízam em seu trajeto. Na etapa
seguinte a mistura fundida e homogênea é resfriada e
o material extrusado é classificado. Esta tecnologia é
útil para a melhoria das propriedades biofarmacêuticas
de ativos de classes II e IV no sistema de classificação
biofarmacêutica.
C dentre os principais objetivos da granulação para a obtenção de sólidos orais pode ser citado o aumento da
densidade da mistura de pós, que assegura que será
oferecida a massa necessária de material multiparticulado no volume disponível na matriz de enchimento.
D são operações unitárias de um processo de granulação
por via úmida: tamisação, mistura, adição do líquido
granulante, secagem, calibração e mistura final. São
exemplos de equipamentos típicos deste processo:
tamis, misturador em V, bomba peristáltica, planetária,
leito fluidizado, moinho cônico e misturador de bins.
E a granulação seca pode se dar tanto com a utilização
do equipamento compactador de rolos quanto por dupla
compressão. As fitas compactadas ou com comprimidos
obtidos são submetidos ao processo de moagem para
a calibração dos grânulos secos. São equipamentos
adequados para a moagem os seguintes moinhos de
impacto: facas e martelos e oscilante.