Veiga (2009) afirma que “para que a escola assuma sua
função social e, ao mesmo tempo, enfrente seus desafios
atuais, a educação de qualidade deve ser a meta fundamental a ser atingida”. No texto, a autora declara e defende que a reorganização da escola deverá ser buscada de
dentro para fora e que “o ponto de partida para a realização dessa tarefa é o empenho coletivo
A que, ao se constituir em processo participativo de decisões, preocupa-se em instaurar uma forma de organização do trabalho pedagógico que oculte os conflitos
e as contradições, fomentando as relações corporativas, competitivas e rigorosas”; favorecendo a rotina do
mando pessoal e a promoção das relações hierarquizadas no interior de uma escola democrática.
B para refutar o foco em conteúdos conceituais e procedimentais, e implementar nas escolas ações de
apoio à comunidade, como feiras e cursos profissionalizantes aos finais de semana, efetivando, assim,
um projeto político-pedagógico que contempla a
educação de qualidade total”, capaz de dissociar as
dimensões técnica ou formal, social e política.
C na construção de um projeto político-pedagógico, e
isso implica fazer rupturas com o existente e avançar”; sendo que a construção, a execução e a avaliação do projeto político-pedagógico requerem continuidade das ações, democratização do processo de
tomada de decisões e instalação de uma sistemática
de avaliação de cunho emancipatório.
D na melhoria dos resultados das avaliações externas,
elaborando nas escolas públicas projetos político-
-pedagógicos que garantam, ao estudante, o acesso ao
ensino superior gratuito”; promovendo assim a ascensão social para esses alunos, que, com melhor remuneração, poderão afastar-se dos bairros periféricos.
E na extinção da escola que ainda se organiza com
base no ensino em formato disciplinar e nas provas
como forma de avaliação”; devendo a escola elaborar
um projeto político-pedagógico que prepare intelectualmente o estudante para conhecer o mundo por
meio do repasse de informação.