Uma paciente de 61 anos de idade, ex-tabagista de
30 anos/maço, compareceu ao pronto atendimento com piora da
tosse produtiva e da dispneia havia uma semana. Ela relatou ter
sido internada em duas outras ocasiões no ano, a despeito do uso
regular de formoterol. Ao exame físico apresentava: saturação de
oxigênio em ar ambiente (SO2) de 88%, frequência respiratória
de 27 rpm, pressão arterial de 114 mmHg × 82 mmHg,
frequência cardíaca de 106 bpm e ritmo cardíaco regular em dois
tempos com bulhas normofonéticas. A ausculta pulmonar revelou
murmúrio vesicular diminuído globalmente, com crepitações em
bases. O restante do exame físico não apresentou mudanças
significativas. Os exames laboratoriais na admissão revelaram:
pH = 7,30; pO2 = 88; pCo2 = 48; HCO3 = 24; BE 1 (gasometria
arterial em ar ambiente); hemoglobina 14 g%; leucócitos 7.100
com 1% bastonetes, 10% de eosinófilos e creatinina 0,8 mg/dL.
A espirometria prévia demonstrou: volume expiratório forçado
no primeiro segundo (VEF1) = 44% do predito (após
broncodilatador).