“Assim, o líder de um movimento que agregue as fakenews à
construção de sua própria visão de mundo se destaca da manada
dos comuns. Não é um burocrata pragmático e fatalista como os
outros, mas um homem de ação, que constrói sua própria
realidade para responder aos anseios de seus discípulos. Na
Europa, como no resto do mundo, raiva política que capta os
temores e as aspirações de uma massa crescente do eleitorado,
enquanto os fatos dos que se as combatem inserem-se em um
discurso que não é mais tido como crível. Na prática, para os
adeptos dos populistas, a verdade dos fatos, tomados um a um,
não conta. O que é verdadeiro é a mensagem no seu conjunto, que
corresponde a seus sentimentos e suas sensações.”
(EMPOLI, Giuliano Da. Os engenheiros do caos. São Paulo: Vestígio, 2022. p.24)
Podemos dizer que o contexto político contemporâneo relatado
pelo autor cria um ambiente propício para a deslegitimação do
ensino de História, pois