Entre as décadas de 1980 e 2010 emergiu uma nova historiografia da escravidão na Idade Moderna, cujo foco englobava, além das formas de trabalho, a diversidade da organização sociocultural dos africanos e afrodescendentes escravizados e trazidos para o Brasil.
Assinale a opção que caracteriza corretamente os autores e as obras responsáveis por esta renovação no campo da historiografia.
A
Em 1982, Kátia Mattoso publicou Ser escravo no Brasil , um estudo marxista que enquadrou a escravidão colonial brasileira como um sistema econômico e social fundado no modo de produção escravista.
B
Em 1987, com o artigo Marcelino, filho de Inocência crioula, neto de Joana Cabinda: um estudo sobre famílias escravas em Paraíba do Sul , José Luis Fragoso e Manolo Florentino demonstraram a impossibilidade de os escravos criarem laços duráveis, por morte precoce ou pela separação no momento da partilha
C
Em 1988, Sílvia Hunold Lara publicou o livro Campos da Violência , obra em que apresentou o escravo enquanto coisa, objeto de uso e abuso na sociedade colonial, incapaz de organizar a resistência ao sistema escravista
D
Em 2000, Luis Felipe de Alencastro publicou O Trato dos Viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul e mostrou como as relações entre a América Portuguesa e Angola se completavam num só sistema de exploração colonial, cuja singularidade ainda marcaria o Brasil contemporâneo.
E
Em 1999, Robert Slenes publicou Na Senzala, uma flor: esperanças e recordações na formação da família escrava e comprovou a tese de Gilberto Freyre a respeito da licenciosidade sexual dos negros cativos