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As diferenças como eixo da educação repercutem nas aprendizagens e no desenvolvimento de cada aluno. O ensino, nas escolas das diferenças, não segue os mesmos propósitos de uma educação que atende a princípios organizacionais cuja base se assenta na pseudocapacidade que detemos, como educadores, de formar um cidadão idealizado e universal, um modelo de aluno que convém, socialmente, economicamente e que é possível de ser prescrito, porque não se encarna em uma pessoa, tal qual ela é. A escola das diferenças tem como mote questionar, colocar em dúvida, contrapor-se, discutir e reconstruir as práticas que, até então, têm mantido a exclusão por instituírem uma organização dos processos de ensino e de aprendizagem incontestáveis, impostos e firmados sobre a possibilidade de exclusão dos diferentes, à medida que estes podem ser direcionados para ambientes educacionais segregados. A escola das diferenças, pela qual a educação inclusiva se concretiza, depende de mudanças, de atualizações, de redefinição de práticas pedagógicas, que vão além da escola e da sala de aula.