Uma mulher de 60 anos de idade, aposentada,
independente para atividades básicas e instrumentais de vida,
queixa-se de astenia, fadiga, palidez, mal-estar há 2 meses. Há
2 semanas evoluiu com “dor nas pernas” e “manchas roxas no
corpo”. Há 3 horas, febre contínua. No exame físico,
detectaram-se sinais vitais dentro da normalidade (exceto por
temperatura axilar de 38,9o C); palidez cutaneomucosa;
púrpuras não palpáveis disseminadas predominantes em
membros. Apresenta o seguinte hemograma: Hemoglobina
10,4 g/dL; hematócrito 31,5%; VCM 95,2 fL; HCM 31,4 pg; RDW
21,1%; Eritroblastos: 2,5%; anisocitose ++; plaquetas
25.000/mm3
; leucócitos 3.490/mm3
, neutrófilos 490/mm3
,
bastonetes 0/mm3
, segmentados 490/mm3
, eosinófilos
60/mm3
, basófilos 0/mm3
, linfócitos 2.046/mm3
, monócitos
60/mm3
; outras células: 23,9% (células com alta relação
núcleo/citoplasma, cromatina frouxa e presença de nucléolos
visíveis bem como de múltiplos grânulos
intracitoplasmáticos); D-dímero 10.000 ng/mL; tempo de
protrombina alargado (INR 1,7) e fibrinogênio de 98 mg/dL.