“A tematização da brincadeira enquanto prática corporal
exige que um novo conceito seja formado acerca do seu
papel na escola. Em lugar de pensar a brincadeira enquanto
uma estratégia de ensino e regulação, a concepção aqui
adotada concebe-a como artefato cultural. A cultura, por
sua vez, é tratada como dimensão simbólica presente nos
significados compartilhados por um determinado grupo.
Trata-se de uma prática social. Nesse enfoque, coisas e
eventos do mundo natural existem, mas não apresentam
sentidos intrínsecos: os significados são atribuídos a partir
da linguagem. Pertencer a um grupo cultural implica o
compartilhamento de um conjunto de significados que as
linguagens colocam em circulação”.