Lucimar Bello P. Frange, em Inquietações e mudanças no ensino da arte, afirma:
“(...) O multiculturalismo no ensino da Arte tem chegado ao Brasil por muitos caminhos, vindo de
preocupações e discussões que se iniciaram nos Estados Unidos e na Europa, a partir dos problemas
sociais que se acumulam naquelas sociedades. Como essas preocupações relacionavam-se
principalmente com os conflitos étnicos presentes naqueles países a educação multicultural enfocou
especialmente esse aspecto. No entanto, tal enfoque foi sendo ampliado, tendo em vista as numerosas
culturas presentes em toda sociedade, baseadas em aspectos como religião, idade, gênero, ocupação,
classe social, etc, sendo que a questão étnica é apenas uma das características de um indivíduo. Ana
Mae Barbosa salienta “a ideia de reforçar a herança artística e estética dos alunos com base em seu
meio ambiente” e adverte que se essa proposta “não for bem conduzida, pode criar guetos culturais e
manter grupos amarrados aos códigos de sua própria cultura sem possibilitar a decodificação de outras
culturas (...)”.
A respeito do multiculturalismo, na perspectiva das autoras Lucimar Bello e Ana Mae Barbosa, é
correto afirmar: