Durante décadas, o ensino de Língua Portuguesa desenvolvido em nossas escolas limitou -se à análise
e à classificação de termos gramaticais, o que constituía o dialeto de prestígio. Com base nessa linha
metodológica, a didática do ensino da língua estava voltada à memorização e à classificação de
nomenclaturas. Partindo desse pressuposto, percebemos que o ensino de Língua Portuguesa ocorria
em função do reconhecimento das normas e regras, o que constituía o padrão mais prestigiado pela
sociedade (SOARES, 1998). É correto afirmar que:
I - A partir da década de 80, ocorre um intenso desenvolvimento de diversos estudos e pesquisas na
Área de Língua Portuguesa. Tais estudos tinham como objetivo alterar as práticas didático-pedagógicas do ensino dessa disciplina e, sobretudo, propor uma nova forma de conceber o ensino de
Língua Portuguesa.
II - A linguagem passa a ser concebida como recurso de interação social e, acima de tudo, atrelada a
propósitos comunicativos.
III - A língua passa a ser percebida como atividade social, em constante uso comunicativo. Assim, a
função do ensino da gramática limita-se à estrutura da língua, mas também não abrange o
desenvolvimento da competência comunicativa do aluno e não mais levá-lo a produzir respostas
corretas.