De acordo com o pensamento de Teixeira Coelho (2011), considera-se que ações culturais têm seu
campo na produção simbólica de uma pessoa ou grupo e suas relações, sendo a arte uma das dimensões
que a constituem. O autor faz também um contraponto do que seria "ação cultural" e do que chamou de
"fabricação cultural". Segundo ele, essa diferenciação pode ser compreendida da seguinte maneira:
A ação cultural é um processo que envolve criatividade e uma postura proativa na resolução de
problemas, já a fabricação é uma atividade que envolve processos repetitivos e entediantes para o
trabalhador, o que não permite seu desenvolvimento psicológico e motor. A importância em diferenciar
as duas é primordial para o produtor para que ele não impinja a sua equipe rotinas de trabalho
semelhantes às das fábricas
B o reconhecimento da diferença entre ação e fabricação, baseada na necessidade de se pensar sobre
qual cultura está sendo multiplicada no Brasil, tanto nas grandes metrópoles quanto no interior do país,
pois os grupos que estão no poder reproduzem modelos estrangeiros ao invés de darem condições
para que o povo apresente suas próprias criações
C objetos também podem fazer parte do resultado de uma ação, mas os processos que envolvem sua
fabricação são bem diferentes quando se trata de linguagens artísticas, não sendo necessário rigor na
produção das artes, como numa fábrica, pois a arte é totalmente supérflua, já os objetos fabricados com
uma utilidade específica e definida não o são
D enquanto a fabricação é um processo claro do campo produtivo, com início determinado, um fim
previsto e etapas estipuladas que levam ao fim preestabelecido, a ação cultural é um processo com
início claro, sem etapas pelas quais se deva necessariamente passar, sem fim especificado, já que não
há um ponto terminal ao qual se pretenda ou espere chegar. Na ação cultural, os agentes geram um
processo, não necessariamente um objeto