Considere o texto sobre economias de aglomeração no
Brasil.
Quanto maior a escala da urbanização, maiores tendem a ser os ganhos de produtividade das firmas. Do
mesmo modo, a maior diversidade de bens e serviços
ofertados, de interações sociais e econômicas e de serviços públicos disponíveis para consumo da coletividade torna-se um diferencial de grande significado para a
localização empresarial. Para o Brasil, no processo de
desconcentração produtiva, mostrou-se que a localização de firmas industriais adquiriu um comportamento
fortemente associado a economias de aglomeração dadas pelo estoque de infraestrutura e mão de obra qualificada: o tecido industrial tornou-se concentrado — e
desconcentrou concentradamente — em uma grande
porção do território entre o Sul e o Sudeste. Consideradas, de um lado, as motivações e lógicas do setor
privado e os estímulos do mercado mundial e do território inercial do desenvolvimento brasileiro e, de outro
lado, as motivações e os esforços governamentais, em
sentido amplo, para atuação sobre novas geografias
econômicas nacionais, identificam-se cinco tipos preferenciais de territórios predominantemente impactados
e redefinidos pela potência das forças em atuação.
MONTEIRO NETO, A.; SILVA, R.; SEVERIAN, D. O território das
atividades industriais no Brasil: a força das economias de aglomeração e urbanização. In: MONTEIRO NETO, A. (org.). Brasil,
Brasis: reconfigurações territoriais da indústria no século XXI.
Brasília, DF: Ipea, 2021, p. 256-258. Adaptado.
Na tipologia mencionada acima, encontram-se rearranjos
territoriais que se prestam à análise das formas de aglomeração e os que concorrem para a desaglomeração.
Considerando-se especificamente os vetores que levam
à concentração produtiva, identificam-se territórios predominantemente impactados e (re)definidos por