Considere o seguinte texto para responder à questão.
[...] O conceito de língua franca não é novo e tem sido recontextualizado por teóricos do
campo em estudos recentes que analisam os usos da língua inglesa no mundo
contemporâneo. Nessa proposta, a língua inglesa não é mais aquela do “estrangeiro”, oriundo
de países hegemônicos, cujos falantes servem de modelo a ser seguido, nem tampouco tratase de uma variante da língua inglesa. Nessa perspectiva, são acolhidos e legitimados os
usos que dela fazem falantes espalhados no mundo inteiro, com diferentes repertórios
linguísticos e culturais, o que possibilita, por exemplo, questionar a visão de que o único
inglês “correto” – e a ser ensinado – é aquele falado por estadunidenses ou britânicos. Mais
ainda, o tratamento do inglês como língua franca o desvincula da noção de pertencimento a
um determinado território e, consequentemente, a culturas típicas de comunidades
específicas, legitimando os usos da língua inglesa em seus contextos locais. Esse
entendimento favorece uma educação linguística voltada para a interculturalidade, isto é, para
o reconhecimento das (e o respeito às) diferenças, e para a compreensão de como elas são
produzidas nas diversas práticas sociais de linguagem, o que favorece a reflexão crítica
sobre diferentes modos de ver e de analisar o mundo, o(s) outro(s) e a si mesmo.
Fonte: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.