Ao longo do século XIX, vários países europeus, imersos em uma lógica
desenvolvimentista, iniciaram um novo processo de exploração de povos e territórios,
conhecido na historiografia como Imperialismo. Uma das práticas recorrentes entre os
países imperialistas era a demarcação territorial que desconsiderava limites e fronteiras
naturais, étnicas e culturais, tanto na África, quanto na Ásia. Segundo Demant (2014), “ a
onda emancipatória chegou no século passado também à Ásia e à África, rapidamente
colonizadas pelas potências europeias no auge da época imperialista [...]”. Como
resultado do processo de luta e resistência ao imperialismo, houve a formação de