Segundo Pedro Demo, os educadores voltaram-se fortemente contra o caráter classificatório da avaliação, em parte com razões convincentes. Todavia, é mister levar em conta que toda a avaliação é naturalmente classificatória. Ao lado da sua face pejorativa, é mister reconhecer algo que lhe é natural: classificar. Em relação às ideias expressas por Demo, analisar os itens abaixo:
I. Avaliar é atividade social comum na convivência das pessoas, por conta da politicidade humana - as relações estão eivadas de aproximações e confrontos, acomodações e ambições, atrações e repulsas, num jogo que pode ser mais e menos fechado, mas nunca totalmente aberto, nem nunca totalmente fechado.
II. Avaliar está implícito tanto nas pretensões de igualdade, quanto de diferenças. Faz parte da complexidade da realidade que a própria noção de direito supõe classificação: de um lado, a noção de direito tem que condenar a propensão classificatória, porque está a um passo de privilégios e destituições, mas, de outro lado, tem que engolir referências classificatórias, para poder se estabelecer como direitos diferenciados.
III. A avaliação pode ser feita de muitas maneiras e com indicadores variados. Por conta da complexidade da avaliação, é sempre importante diversificar maneiras de avaliar, podendo incluir autoavaliações e avaliações do trabalho do professor.
Estão CORRETOS: